Iremar Melo


Crítica: Doutor Faustus e Pereio incendeiam palco ...

Críticas
DOUTOR FAUSTUS LIGA A LUZ
Crítica: Doutor Faustus e Pereio incendeiam palco ...

Doutor Faustus, na incendiária leitura multimídia da Cia Nova do Teatro, ve


Crítica: Doutor Faustus e Pereio incendeiam palco imagético

 
Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (afonsogentil@aplausobrasil.com)

SÃO PAULO - Tentativas de experimentação multimídia têm pipocado pela cena contemporânea, com o uso capenga da fusão da palavra com projeções em vídeo e da música, deixando no espectador-cobaia a sensação frustrante de idéias mal elaboradas e sensações pouco digeridas.
 

É compreensível que assim aconteça: fazer o teatro de idéias (estruturado basicamente na “palavra”) já é um sem fim de desafios para o ator; imagine-se esse ator espremido entre telões, som pesado eletrônico e toda uma parafernália injetada nos figurinos, no cenário surrealista/onírico, na iluminação herdada dos roqueiros.
 
A própria Cia Nova de Teatro, ora em foco, em seus curtos oito anos de convivência com autores de postura anti-realista (Beckett e Heiner Muller, ambos várias vezes) deve ter progredido nessa experimentação multimídia – seu corpo e sua alma – a duras penas pela falta de estruturada técnica dos locais das suas exibições.
 
Nós mesmos, confessamos, vimos Repertório Beckett 2, em 2003, num espaço improvisado no SESC Consolação, que nos afugentou e nos desestimulou pela precariedade técnica disponibilizada ao grupo.
 
                          MAS, AGORA TUDO MUDOU.
 
Aí surgiu Gertrude Stein , escritora que agitou a Paris do após 1a. Guerra Mundial, com idéias renovadoras da linguagem cênica, absorvidas por ela nas descobertas formais que caiam com a velocidade e impacto dos raios no campo das artes, indo os movimentos do desprezo pelo ainda jovem impressionismo ao culto esnobe do simbolismo, para, logo em seguida, ajoelharem-se todos à  truculência do expressionismo, igualmente ao surrealismo, que, por sua vez, fez do dadaísmo – a negação da palavra como instrumento de comunicação entre os homens – hora do recreio.
 
O teatro, ou seja, a instituição arte teatral, foi colhendo as “travessuras” intelectuais dos radicais de plantão e, muito espertamente, como de costume, agrupou tudo o que restou e lhe interessou no que veio a ser o espelho do teatro da 2a  metade do século 20: o Teatro do Absurdo (Beckett, Ionesco e Camus à frente).
 
Então, dizíamos, aí surgiu no caminho de Lenerson Polonini, Carina Casuscelli, Cristian Cancino e Wilson Surkovski, mais uma eficientíssima equipe de técnicos e talentosos atores, essa agitadora cultural Gertrudes Stein com sua verve de tão desencantada visão humanista, quanto caçoísta do transcendental.
 
E o que estamos tendo a rara chance de usufruir neste DOUTOR FAUSTUS LIGA A LUZ é a fusão perfeita da perseguida cena multimídia, com a vantagem de mostrar – em bem elaborado vídeo projetado na tela – um Paulo César Peréio senhor absoluto do deboche existencial, num Mephisto saborosamente manhoso, que acaba conduzindo tudo à uma atmosfera lúdica, digna, supomos, do que Gertrudes queria expressar com os seus diálogos dadaístas.
 
Doutor Faustus, na incendiária leitura multimídia da Cia Nova do Teatro, vem para provocar mil exegeses dos intelectuais e dos especialistas. Para nós, ficou como uma inteligente e bem executada opereta bufa para espíritos joviais.
 
              

DOUTOR FAUSTUS  LIGA A LUZ
Teatro Anexo da Oficina Cultural Oswald de Andrade/50 lugares
Rua Três Rios, 363, Bom Retiro  próximo ao metrô Tiradentes.
 Telefones: 3221-5558 e 3222-2662
 
Segundas e Terças Feiras às 20 horas/ duração 1 h30.
 
Ingressos: R$ 16,00 inteira e R$ 8,00 meia –entrada.



Escrito por Iremar Melo às 03h17
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lei complementar que altera regras da Lei Geral das MPE's

Notícias
 

13/01/2009 - Lula sanciona lei complementar que altera regras da Lei Geral das MPE's

 
Da Redação


Foi publicada no Diário Oficial da União do dia 22 de Dezembro de 2008 a LEI COMPLEMENTAR Nº 128, que altera regras da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/06). De autoria do deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), a lei sancionada pelo presidente Lula cria a figura do MEI (Microempreendedor Individual), além de incluir novos setores no Simples Nacional.

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

A lei cria a figura do MEI (Microempreendedor Individual), que poderá optar pelo recolhimento dos impostos e das contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, independentemente da receita bruta por ele auferida no mês. Para tanto, considera-se MEI o empresário individual que tenha tido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 36 mil, optante pelo Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática.

Também foram estabelecidas outras regras relativas ao Microempreendedor Individual, dentre as quais, destacam-se aquelas relativas ao processo de registro, à redução a zero dos valores referentes aos custos relativos à abertura, à inscrição, ao registro, ao alvará, à licença, ao cadastro e aos demais itens relativos ao seu registro e à concessão de Alvará de Funcionamento Provisório.

Por fim, é importante ressaltar que o Microempreendedor Individual terá direito à aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), pagando 11% sobre o valor do salário mínimo (o equivalente a R$ 45,65 por mês), podendo ter um único empregado que receba um salário mínimo (R$ 415,00). Segundo o ministro da Previdência Social, José Pimentel, a criação do MEI deve beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas, o que contribuirá para o aumento da arrecadação previdenciária.


O QUE MUDA?

Confira as principais mudanças com a nova lei:

Parcelamento de Débitos: Foi estabelecido que, para ingresso no Simples Nacional, será concedido parcelamento em até 100 parcelas mensais e sucessivas dos débitos com o INSS ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, de responsabilidade da microempresa ou empresa de pequeno porte e de seu titular ou sócio, com vencimento até 30 de Junho de 2008. O parcelamento deverá ser requerido no prazo a ser estabelecido em regulamentação do Comitê Gestor e não se aplicará na hipótese de reingresso de microempresa ou empresa de pequeno porte no Simples Nacional.

Escritórios de Serviços Contábeis: A partir de 1º de janeiro de 2009, os escritórios de serviços contábeis deixarão de ser tributados pelo Simples Nacional com base no Anexo V, passando a ser tributados de acordo com o Anexo III que, além de possuir alíquotas menores, inclui a CPP (Contribuição Patronal Previdenciária). Há de se destacar, todavia, que os escritórios de serviços contábeis, individualmente ou por meio de suas entidades representativas de classe, deverão promover diversas atividades em benefício das microempresas individuais, sob pena de exclusão do Simples Nacional.

Estabelecimentos de ensino: As escolas técnicas, profissionais e de Ensino Médio, de línguas estrangeiras, de artes, cursos técnicos de pilotagem, preparatórios para concursos, gerenciais e escolas livres, a partir de 1º de janeiro, também passarão a ser tributadas com base no Anexo III. Ficarão de fora somente as academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais, e as academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes.

Especialidades médicas: O Simples Nacional também passará a admitir as seguintes atividades, que serão tributadas de acordo com o Anexo III: laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica, serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como de ressonância magnética, e serviços de prótese em geral.

Sociedade de Propósito Específico: Além de permitir a participação das micro e pequenas empresas em Sociedades de Propósito Específico, a Lei Complementar nº 128 traz um capítulo específico para este tipo de sociedade, cujo objetivo será a realização de negócios de compra e venda de bens, para os mercados nacional e internacional, nos termos e condições a serem estabelecidos pelo Poder Executivo Federal. A nova Lei também estabeleceu diversas regras em relação à tributação dessas sociedades.

Exercício de atividade sujeita simultaneamente à incidência do IPI e do ISS: Excepcionalmente, para os fatos geradores ocorridos entre 1º de Julho de 2007 e 31 de Dezembro de 2008, as pessoas jurídicas que exerçam atividade sujeita simultaneamente à incidência do IPI e do ISS deverão recolher o ISS diretamente ao município ao qual este imposto é devido até o último dia útil de Fevereiro de 2009, aplicando-se, até esta data, o disposto no parágrafo único do artigo 100 do CTN, que exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.

Empresário individual: O Código Civil também foi alterado pela LC 128, para dispor que, caso venha a admitir sócios, o empresário individual poderá solicitar ao Registro Público de Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para registro de sociedade empresária, observadas as regras estabelecidas.

INSS - CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) e Contribuinte individual: No âmbito previdenciário foram alteradas a Lei nº 8.212/1991, no tocante à contribuição previdenciária do contribuinte individual referente ao período de atividade remunerada alcançada pela decadência e a Lei nº 8.213/1991, em relação à inserção de dados e a consulta (INSS e segurado) no CNIS.

Registro de empresas: A lei cria o Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, para tratar do processo de registro e de legalização de empresários e de pessoas jurídicas.

Redução de alíquotas: O texto possibilita a redução a zero das alíquotas do IPI, da Cofins, do PIS/Pasep, da Cofins-Importação, do PIS/Pasep-Importação e do ICMS, em relação à aquisição e importação de equipamentos, máquinas, aparelhos, instrumentos, acessórios, sobressalentes e ferramentas que os acompanhem;

Locação de imóveis próprios: A lei impossibilita a opção ao Simples Nacional pelas empresas que realizem atividade de locação de imóveis próprios, exceto quando se referir à prestação de serviços tributados pelo ISS;


ICMS

Especificamente com relação ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), a lei permite o direito ao crédito correspondente ao ICMS para empresas não-optantes do Simples Nacional. Esse crédito será concedido quando as empresas comprarem produtos de empresas de pequeno porte tributadas com base no Super Simples. Mas as mercadorias obtidas deverão, obrigatoriamente, ter como destino a comercialização ou a industrialização.


A LC Nº 128 

Para ter acesso à íntegra da Lei Complementar 128, de 19 de Dezembro de 2008, clique no link abaixo:


A LC Nº 123 JÁ COM AS ALTERAÇÕES DESCRITAS NA LC Nº 128 

http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/LCP/Lcp128.htm

Para ter acesso à íntegra da Lei Complementar 123, de 14 de Dezembro de 2006, clique no link abaixo:


Fonte:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp123.htm

InfoMoney

 



Escrito por Iremar Melo às 02h50
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Escrito por Iremar Melo às 18h13
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Prezado proponente,

 

 

O Ministério da Cultura, há seis meses, na página principal do seu portal na internet, disponibilizou para testes o novo formulário de apresentação de propostas culturais, no âmbito do incentivo fiscal. Graças às contribuições recebidas, várias alterações foram atendidas no formulário. Adicionado a esse esforço, foi construído um novo sistema de apresentação, diretamente alimentado pelo proponente, por meio da internet. As telas e funcionalidades, da mesma maneira, foram objeto de avaliação e críticas dos usuários, e foram adequadas às necessidades apontadas.

 

Em 1º de janeiro de 2009, todas as novas propostas culturais deverão ser encaminhadas por meio do novo formulário, disponibilizado no site do ministério no endereço www.cultura.gov.br. Informamos que, nos dez dias que antecedem a data de primeiro de janeiro, de 22 a 31 de dezembro, ocorrerão procedimentos de transição para o novo sistema no âmbito do Ministério. Nesse período de dez dias, não receberemos, portanto, nenhuma nova proposta. Solicitamos que, na medida do possível, as novas propostas sejam enviadas a partir de 1º de janeiro de 2009.

 

Assim, esta mensagem tem por objetivo informar sobre melhorias no sistema de processamento de propostas culturais no âmbito do incentivo fiscal do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), principalmente no que se refere à implantação de metodologia para apresentação de projetos. O novo sistema de Cadastro de Propostas Culturais, operacionalizado por meio da internet, materializa diversas solicitações de melhoria apresentadas ao Ministério da Cultura, no sentido de facilitar e agilizar a tramitação de processos. Tal iniciativa trará maior transparência, possibilidade de consultas em um sistema online, assim como, maior rapidez na tramitação interna, visto que os processos tramitarão eletronicamente.

 

Para aqueles que necessitarem de suporte, as representações regionais e a sede do Ministério da Cultura disporão equipamentos para preenchimento do novo formulário. Se o proponente não possuir acesso a nenhuma forma de acesso à internet, permanece garantida a possibilidade de apresentação de propostas em meio papel. As propostas apresentadas em papel tramitarão da mesma maneira que as propostas em meio eletrônico, porém de forma menos célere.

 

Nesse sentido, todos continuam convidados a fazer testes no sistema, neste momento em fase de finalização. Para tanto, favor acessar o endereço: http://homologa.cultura.gov.br/propostaweb/ctrLogin/ctrLogin.php.

Caso possua alguma dúvida, favor encaminhá-la ao endereço  informe.sefic@cultura.gov.br.

 

Em breve, enviaremos manual contendo os procedimentos de preenchimento e envio das propostas.

 

Não hesite em participar das mudanças, pois somente o diálogo promoverá melhorias consistentes à grandeza da cultura brasileira.

 

Atenciosamente,

 

Ministério da Cultura



Escrito por Iremar Melo às 18h03
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REUNIÃO SOBRE A MOSTRA DE TEATRO

Renuião nesta 5ª feira às 14h

Aviso aos grupos teatrais

 

Assunto: convocatória para reunião dos projetos inscritos na mostra

Quando: 5ª feira ás  14h

Dia: 30

Onde: Av.São João 1086 4º andar / metrô república.

Pauta: organizarmos a programação da mostra já com datas

Fones: 7174-7487 e 3335-6132

 

Deverão comparecer para esta reunião os seguintes seguimentos:

Teatro adulto, infantil ( de bonecos, etc) de rua e outros.

 

   Envio datas que farão parte de nossa Mostra de Teatro. Essas datas foram cedidas por conta q já estamos beirando novembro, então para dar tempo de apresentações devemos nos reunir o mais breve possível ( nesta 5ª as 14h, no SATED-SP ) e organizar nossa programação.

 

Devemos selecionar pelo menso uns 20 projetos para nossa mostra.

Amigo compareça para vc fazer parte do calendário. Se vc não puder ir envie um representante.

 

Essas datas serão realizadas no teatro e deverão obedecer sempre os seguintes horários

( são 420 lugares):

 

Manhã: 10h

Tarde: 15h

Noite: 19h e 30m

 

Novembro:

Noite: 19, 20 , 24 e 28  e dia: 21 às 15h 

 

Dezembro:

03,27 e 28

 

Obs: Serão 3 espetáculos por dia no teatro. Esses horários foram colocados pela coordenação por questão de horários dos técnicos e agentes

 

Temos também disponível a biblioteca e o pátio do CEU para apresentações.

 

Devemos agilizar essa mostra por causa de final de ano.

Ano que vem já temos indícios de mostra com mais dias e horários já conversados com a direção do CEU.

 

Então nesta 5ª feira ás 14h compareçam para organizarmos nossa mostra.

Se não puder comparecer envie seu representante.

 

Abraço fraternos

 

Iremar Melo

11-7174-7487



Escrito por Iremar Melo às 02h26
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SATED/SP presente na posse do Ministro da Cultura

O novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi empossado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde da quinta-feira, 28 de agosto, no Palácio do Planalto, em Brasília. A solenidade contou com a presença do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, de ministros de Estado, outras autoridades, artistas e representantes dos diversos setores da sociedade. O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo se fez representar por sua Presidenta, Ligia de Paula Souza, e o diretor-secretário da entidade, Júnior Mosko.

O presidente Lula destacou os principais projetos realizados pelo MINC nos últimos cinco anos e meio: “Eu penso que hoje, ao deixar o Ministério, o Gil conseguiu uma proeza que até então não havia sido conseguido no Ministério da Cultura. Ele deu consistência à área da Cultura construindo, pela primeira vez, uma política cultural de Estado, coisa que não tínhamos nesse país. O caráter republicano realizou uma política cultural rompendo privilégios e democratizando o acesso aos bens culturais”.

Depois da solenidade, o ministro Juca Ferreira falou rapidamente com a imprensa sobre a continuidade dos projetos do Minc, antes de seguir para a cerimônia de transmissão do cargo na sala Cássia Eller, na Funarte: “A Cultura é um patrimônio, é uma necessidade fundamental no novo ciclo de desenvolvimento do Brasil, então todo o dinheiro público que puder ser canalizado acho que deve ser, porque a responsabilidade é imensa”.

O sociólogo João Luiz Silva Ferreira nasceu na Bahia e tem uma trajetória profissional voltada à vida política e às ações culturais e ambientais. Exilado do país durante o período da ditadura militar, residiu no Chile, em seguida na Suécia, para estudar na Universidade de Estocolmo e depois na França, onde formou-se em Sociologia na Universidade de Sorbonne. Ele ocupava a Secretaria Executiva do Ministério da Cultura desde o início do primeiro mandato do Presidente Lula e do início da gestão de Gilberto Gil à frente do Minc, em 2003. Nas fotos, podemos apreciar aspectos da cerimônia e flagrantes de Lígia e Júnior com as autoridades presentes.


 



Escrito por Iremar Melo às 16h49
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ABAIXO A MATÉRIA DO JORNAL O GLOBO [SÁBADO DIA 4/10/08]


http://arquivoglobo .globo.com/ pesquisa/ texto_gratis. asp?codigo= 3536927


PARECER RECORDE


04/10/2008


Projeto de grupo teatral ligado ao presidente da Funarte recebe tratamento
diferenciado na aprovação da Lei Rouanet


André Miranda


            Em 30 de novembro de 2007, um projeto de um grupo de teatro foi enviado para parecer técnico da Funarte, a fim de conseguir sua aprovação na Lei Rouanet.Três dias depois, o gabinete da mesma Funarte pediu urgência para a análise do projeto, e, no dia 6 de dezembro, uma resposta favorável foi concedida. O tempo é considerado recorde, numa instituição em que pareceres técnicos, sobretudo no conturbado ano de 2007, demoram dois, cinco ou até 13 meses para sair. O projeto, inscrito na Funarte com o número 07-10101, era o do plano anual de atividades do Ágora, grupo de teatro fundado pelo próprio presidente da Funarte, Celso Frateschi, e atualmente coordenado por sua mulher, a cenógrafa Sylvia Moreira, e pelo diretor Roberto Lage.



           O projeto do Ágora foi inscrito na representação regional do Ministério da Cultura (MinC) em São Paulo em 26 de outubro de 2007, com um pedido de patrocínio de cerca de R$1,3 milhão. Dali, depois de todos os procedimentos burocráticos para sua aprovação na Lei, o projeto foi autorizado a captar recursos em 26 de dezembro do mesmo ano, numa tramitação que levou apenas dois meses. O período é apontado pela classe teatral como o mais difícil para a aprovação de projetos, devido à greve de 73 dias dos servidores do MinC e do acúmulo de trabalho para os pareceristas — em dezembro de 2007, o corpo de pareceristas da Funarte contava com apenas sete técnicos externos e quatro servidores.

— Artistas do peso da Fernanda Montenegro e do Sergio Britto estão há quase um ano esperando a aprovação de um projeto. Mas o Celso Frateschi conseguiu aprovar a captação em dois meses. Ele deve ser uma pessoa muito bem relacionada. A classe teatral só fala nisso — afirma o diretor Flávio Marinho.

 



           Enquanto tentava aprovar a proposta da montagem "Além do arco-íris", Marinho conta que acabou perdendo o patrocinador, que destinou sua verba a outro projeto. O monólogo escrito por ele para a atriz Luciana Braga recebeu a autorização para captar recursos no dia 22 de setembro deste ano, 13 meses depois da entrada do projeto no setor de análise técnica da Funarte. Também em 2007, o grupo Armazém inscreveu o projeto de manutenção de sua companhia na Lei Rouanet. A proposta chegou ao setor de análise técnica da Funarte em
23 de novembro de 2007, mas o parecer só foi emitido no dia 10 de abril de 2008, quando a produtora foi finalmente informada sobre a pendência de uma certidão, sem a qual o projeto não seria aprovado.



— Esse limbo em que ficamos é extremamente desgastante. Passa-se muito tempo até chegar o retorno sobre o projeto. Depois disso, já mandei a documentação várias vezes. O tempo passou, e o grupo deixou de receber um patrocínio da Petrobras, que já estava garantido. Tentaremos fazer as correções pedidas novamente e reaproveitar o projeto para 2009, mas é sempre uma interrogação — queixa-se Simone Mazzer, atriz e produtora do Armazém.


Já em 14 de janeiro de 2008, um projeto proposto pelo grupo paulista Teatro da Vertigem, para a montagem de seu espetáculo "BR-3", chegou à Funarte para análise técnica. O parecer só ficou pronto e foi encaminhado para o Minc em 19 de junho.



— Até hoje, o projeto não foi aprovado. Tenho outras propostas com outros grupos de teatro na mesma situação. A demora e a burocracia são enormes. A Funarte diz que a greve do ano passado causou o acúmulo, mas o trabalho do órgão sempre foi muito lento. Neste ano, porém, houve duas melhoras:


passamos a receber o número do processo do projeto em 48 horas; e também foi criada uma portaria que agiliza a prorrogação de projetos aprovados em outros anos — conta Henrique Mariano, produtor do Vertigem. No caso do Ágora, o projeto aprovado no fim de 2007 foi captado meses depois O patrocínio veio de forma direta, sem a necessidade de edital, pela


Petrobras, num contrato assinado em 4 de março de 2008. De acordo com a empresa de controle estatal, foram destinados R$300 mil para uma temporada, a preços populares, de cinco espetáculos do projeto Machadianas II, que transpôs para o palco contos de Machado de Assis.

— As regras deveriam ser iguais para todo mundo. Não pode ter uma regra exclusiva para um
representante do MinC. É triste saber que, enquanto nós estamos penando com projetos, um colega que está temporariamente num cargo público tem um privilégio desses. É porque ele é presidente da Funarte?



            Se o projeto do Ágora foi aprovado em dois meses, eu quero que todos os produtores tenham seus projetos aprovados em dois meses. E ainda recebeu patrocínio da Petrobras sem edital. Os critérios têm que ser transparentes — diz o produtor teatral Eduardo Barata.  A Petrobras informa, porém, que outros grupos importantes do país, como o Galpão, o Corpo e a Intrépida Trupe, também recebem verbas diretas da empresa, sem a necessidade de edital. No caso do Ágora, isso ocorreu em outras duas ocasiões: R$393 mil em 2006 e R$606 mil em 2007.



"Artistas do peso da Fernanda Montenegro e do Sergio Britto estão há quase um ano esperando a aprovação. Mas o Celso Frateschi conseguiu em dois meses"



FLÁVIO MARINHO Diretor teatral



"As regras deveriam ser iguais para todo mundo. Não pode ter uma regra exclusiva para


um representante do MinC. Os critérios têm que ser transparentes"
EDUARDO BARATA  Produtor teatral



'Não houve conflito de interesses' Frateschi diz que outros projetos também foram adiantados


Celso Frateschi garante que o grupo de teatro Ágora não se beneficiou com o fato de ele ser presidente da Funarte. Ator e diretor teatral, Frateschi assumiu o cargo no início de 2007, em substituição a Antônio Grassi. Antes,suas principais experiências em cargos públicos haviam sido como Secretário de Cultura das prefeituras de Marta Suplicy, em São Paulo, e de Celso Daniel em Santo André. Em setembro, ele aproveitou suas férias na Funarte para dirigir pelo grupo Ágora a peça "Tio Vânia", de Anton Tchekhov.



— Eu nunca ganhei nada com o Ágora. Ele é uma entidade de pesquisa, sem fins lucrativos. Nem sequer salário tem lá — diz. — O projeto do Ágora não passou a frente de ninguém. Não houve conflito de interesses. O que ocorreu foi um atraso enorme nas aprovações e, por isso, vários projetos foram adiantados. Em dezembro de 2007, mais de 500 projetos foram aprovados para se tentar diminuir o estrago dos atrasos.

        Como exemplo, Frateschi cita o projeto da peça "Hamlet", em cartaz em São Paulo, que foi inscrita no Ministério da Cultura em 5 de novembro de 2007 e aprovada em 26 de dezembro. O presidente da Funarte afirma que, naquele período, recebeu dúzias de pedidos para agilizar processos por conta de garantia de patrocínios.



— O Ágora tinha uma garantia da Petrobras, já que fomos patrocinados em outros anos. Por isso ele foi incluído entre os projetos aprovados com rapidez. A relação entre a Petrobras e o Ágora precede minha atuação na Funarte—diz.

           A Petrobras, porém, informa que só avisou ao Ágora que havia interesse de patrocínio em 11 de dezembro de 2007 — ou seja, depois do parecer da Funarte Também não houve carta de intenção de patrocínio, procedimento que costuma agilizar a aprovação de projetos.

 

 



© 2001 Todos os direitos reservados à Agência O Globo


Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Segundo Caderno Tamanho: 1249 palavras
Edição: 1 Página: 1
Coluna: Seção:
Caderno: Segundo Caderno
http://arquivoglobo .globo.com/ pesquisa/ texto_gratis. asp?codigo= 3536927
5/10/2008



Escrito por Iremar Melo às 23h00
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PARTICIPE DE NOSSA MOSTRA!!!

 

Já estamos fazendo os preparativos, enquanto isso:

 

Cadastre  seu  Projeto

 

 

Inscreva-se!!

ocupacaoteatral@yahoo.com.br

 

                    Tem como objetivo principal promover o intercâmbio entre os grupos da cidade e o público; destacar, divulgar e circular novos talentos; valorizar as peças teatrais de grupos e peças alternativas e incentivar as manifestações culturais. Nossa mostra será realizada na Zona Norte de São Paulo, mas todas as regiões poderão se cadastrar para participar da mostra.

                  Se você tem seu espetáculo de teatro e quer divulgá-lo, colocá-lo em cena, faça seu cadastro

 

                  Os interessados deverão manifestar seu interesse em participar da mostra preenchendo sua ficha de inscrição que está em anexo, ou podendo copiar da nossa página na net, que é: www.ocupacaoteatral.zip.net e enviar seu cadastro para ocupacaoteatral@yahoo.com.br

 

A MOSTRA ACONTECERÁ EM 3 CATEGORIAS:

 

  • Teatro adulto
  • Teatro Infantil
  • Teatro de Rua

 

                  Além de pequena cena teatral e circense com intervenções em espaços ao ar livre destinado para esse fim.

 

                   A seleção dos projetos e as apresentações serão realizadas pela comissão do Movimento de Ocupação Teatral.

 

Cadastre-se e envie seu projeto para: ocupacaoteatral@yahoo.com.br

 

 

 

 

 

FICHA PARA CADASTRO

 

Os projetos deverão ser enviados por e-mail

 

E-mail:  ocupacaoteatral@yahoo.com.br

Fones: 11-7174-7487   e  11- 8787-6187

Página: www.ocupacaoteatral.zip.net

 

O projeto deverá conter as seguintes informações:

 

 

 

- Contatos do grupo/ representante: cidade, bairro, endereço completo, telefones, e-mail

- Dados do Representante do grupo: Nome, RG, CPF:

- Identificar o seguimento do espetáculo se é: Teatro adulto,Teatro Infantil, Teatro de Rua.

-  Objetivo do espetáculo

-  Justificativa do projeto

- Nome do espetáculo;
- Nome do Grupo;

- Nome do Diretor

- Nome do autor
- Breve histórico do Grupo

- Fotos para divulgação

- Currículo resumido de todos os integrantes;
- Ficha técnica completa do espetáculo, atualizada;
- Histórico (currículo/ release) do grupo;
- Sinopse do espetáculo para imprensa (8 linhas)

- Idade recomendada e duração;
- Descrição do espetáculo, incluindo detalhamentos do projeto

- Proposta de montagem, projetos de cenário e figurino (se houver), processo criativo.

- Informações técnicas sobre som e luz

- Outras informações que possam ser importantes para o projeto avaliação

 

 

Abraços fraternos

 

Movimento de Ocupação Teatral

www.ocupacaoteatral.zip.net

11-7174-7487




Escrito por Iremar Melo às 03h23
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Vem aí... Não percam!!

 

 

MOSTRA  DE  TEATRO  EM  SÃO PAULO

 

Já estamos fazendo os preparativos, enquanto isso:

 

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ocupacaoteatral@yahoo.com.br

 

                    Tem como objetivo principal promover o intercâmbio entre os grupos da cidade e o público; destacar, divulgar e circular novos talentos; valorizar as peças teatrais de grupos e peças alternativas e incentivar as manifestações culturais. Nossa mostra será realizada na Zona Norte de São Paulo, mas todas as regiões poderão se cadastrar para participar da mostra.

 

                   O projeto APLAUSO DE OCUPAÇÃO TEATRAL objetiva dimensionar a quantidade de espetáculos e distribuí-los, com isso gerando um circuito de grupos teatrais e peças alternativas fora do eixo comercial, promovendo o encontro e a circulação de espetáculos e grupos teatrais.

                  Se você tem seu espetáculo de teatro e quer divulgá-lo, colocá-lo em cena, faça seu cadastro para participar de uma seleção onde acontecerá uma mostra de teatro na Zona Norte de São Paulo. Nossa intenção é a de fazer com que os espetáculos tenham uma circulação, integração e divulgação espontânea atraindo um público ávido por peças em sua localidade.

 

                   O intuito da MOSTRA DE TEATRO é a de organizarmos uma mostra para mapearmos espaços ociosos e espetáculos que precisam fazer sua divulgação e contribuir com desenvolvimento dos grupos e espetáculos teatrais que estão engavetados, ou, que ainda não conseguiram pauta nos teatros e para que futuramente possamos fazer nossa mostra com patrocínio.

                   Esta iniciativa nasceu de profissionais liberais e grupos teatrais dentro do Movimento de Ocupação Teatral apoiados pelo Sated-SP com intuito de mapear grupos e peças e fazer circular nossas peças teatrais.

 

                  Nosso Movimento de Ocupação Teatral, o que não tem nada a ver com invasão, tem por objetivo reativar e revitalizar espaços teatrais que estão abandonados em São Paulo.

 

                  Os interessados deverão manifestar seu interesse em participar da mostra preenchendo sua ficha de inscrição que está em anexo, ou podendo copiar da nossa página na net, que é: www.ocupacaoteatral.zip.net e enviar seu cadastro para ocupacaoteatral@yahoo.com.br

 

A MOSTRA ACONTECERÁ EM 3 CATEGORIAS:

 

  • Teatro adulto
  • Teatro Infantil
  • Teatro de Rua

 

                  Além de pequena cena teatral e circense com intervenções em espaços ao ar livre destinado para esse fim.

 

                   A seleção dos projetos e as apresentações serão realizadas pela comissão do Movimento de Ocupação Teatral.

 

Cadastre-se e envie seu projeto para: ocupacaoteatral@yahoo.com.br

 

 

 

 

 

FICHA PARA CADASTRO

 

Os projetos deverão ser enviados por e-mail

 

E-mail:  ocupacaoteatral@yahoo.com.br

Fones: 11-7174-7487   e  11- 8787-6187

Página: www.ocupacaoteatral.zip.net

 

 

 

O projeto deverá conter as seguintes informações:

 

 

 

 

- Contatos do grupo/ representante: cidade, bairro, endereço completo, telefones, e-mail

- Dados do Representante do grupo: Nome, RG, CPF:

- Identificar o seguimento do espetáculo se é: Teatro adulto,Teatro Infantil, Teatro de Rua.

-  Objetivo do espetáculo

-  Justificativa do projeto

- Nome do espetáculo;
- Nome do Grupo;

- Nome do Diretor

- Nome do autor
- Nome do representante do grupo (integrante do grupo/produtor que será o interlocutor com a equipe )

- Breve histórico do Grupo

- Fotos para divulgação

- Currículo resumido de todos os integrantes;
- Ficha técnica completa do espetáculo, atualizada;
- Histórico (currículo/ release) do grupo;
- Sinopse do espetáculo para imprensa (8 linhas)

- Idade recomendada e duração;
- Descrição do espetáculo, incluindo detalhamentos do projeto

- Proposta de montagem, projetos de cenário e figurino (se houver), processo criativo.

- Informações técnicas sobre som e luz

- Outras informações que possam ser importantes para o projeto avaliação

 

 

Abraços fraternos

 

Movimento de Ocupação Teatral

www.ocupacaoteatral.zip.net



Escrito por Iremar Melo às 05h44
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Histórico

Movimento de Ocupação de Espaços Teatrais

 

Histórico

 

 

 

           O Movimento de Ocupação de Espaços Teatrais nasceu de dois profissionais do teatro, Amilton Ferreira, ator e produtor teatral e Iremar Melo, diretor, ator e pesquisador teatral que viram a necessidade de uma discussão acerca de espaços abandonados em São Paulo sob o ponto de vista OCUPAÇÃO com a cautela de não transparecer e que não tem nada a ver com invasão.

           Num diálogo entre Amilton Faria e Iremar Melo viram que existiam pontos em comuns que culminaria depois no Movimento de Ocupação de Espaços Teatrais. Várias informações desencontradas acerca de espaços abandonados de escolas privadas, shoping’s, associações comerciais, sindicatos, hotéis, sites sobre divulgação, projetos engavetados, projetos sem qualidade, projetos mal formatados, vários espaços teatrais abandonados, profissionais dispersos, outros querendo fazer alguma coisa para mudar a cara de São Paulo.

            Com várias informações, gente envolvida, coisa para se fazer, projetos engavetados de vários profissionais, idéias na cabeça, espaços por ocupar, programas municipais pela cidade, gente afim de trabalhar, vontade de fazer e acontecer; foi aí que vimos a importância de nos reunirmos para discutir nossos trabalhos, idéias e projetos e não ficarmos de braços cruzados esperando a coisa acontecer, reclamando desse ou daquele governo, ou daquela associação.

            Foi quando o ator e produtor Amilton Ferreira e Iremar Melo somaram idéias e forças e buscaram no Sated-SP apoio para alavancarem essas idéias. Aos poucos fomos desenhando debates, bate-papos, conversas e daí marcamos uma reunião no Sated-SP e tivemos nossa primeira reunião. Convocamos a primeira reunião que ainda não tínhamos desenhado a filosofia do movimento e o que entendíamos como palavra de ordem para o assunto Ocupação Teatral. A partir daí foram várias discussões dentro do movimento, como o papel da ocupação como elemento social, a contrapartida que a ocupação oferece, nosso trabalho como produto ou não, a função social do teatro, o amadorismo e o profissionalismo no teatro. Foi um sucesso.

              Sucesso esse que duvidávamos do que seria futuramente com a participação de exímios profissionais do teatro.  Foram várias discussões acerca do conceito de ocupação, o que entendíamos por ocupação de teatro dentro do movimento. O movimento foi tomando corpo, os profissionais foram se achegando, idéias eram colocadas e debatidas, gente chegando no movimento, questões sociabilizadas, idéias reformuladas, pensares diferenciados, olhares minuciosos, falas calorosas, idéias expostas, daí desenhávamos o que chamaríamos de Movimento de Ocupação Teatral com um olhar diferenciado sobre o que queríamos sobre ocupação.

                Falas e anotações eram rotinas em nossas reuniões. A partir daí foi-se anotando pensares, falas, idéias foi quando a partir daí desenhávamos nossa proposta de ocupação. Tiramos algumas idéias a serem realizadas como a montagem de uma Oscip com o intuito de ocupação e uma mostra de teatro nas regiões de São Paulo.

 

Em busca de uma proposta para uma nova ordem

Por Iremar Melo

Mesmo São Paulo sendo o centro das atenções culturais com seus espetáculos, ainda assim continuamos com questões relevantes acerca de nosso fazer artístico e condições para melhorar nosso fazer teatral.

Constatamos que existem brechas que podemos trabalhá-las para solucionar questões importantes.

No dia dois de junho as quinze horas o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo-Sated-SP, órgão que representa a categoria, fez uma convocatória para discutir assuntos relevantes. Estiveram reunidos com o Sated-SP, atores, diretores teatrais, consultores, assessores culturais, assessores de grupos, divulgadores de peças teatrais, captadores de recursos de incentivos fiscais, técnicos, cenotécnicos, empreendedores culturais, vendedores de peças teatrais, representantes de associações coletivas da área de cultura e produtores constatando as seguintes questões: ocupação dos espaços ociosos e parcialmente ocupados, reforma e uso de teatros abandonados na forma de comodato, teatros existentes e que ainda não são utilizados pela categoria e outros que são usados timidamente sem cunho profissional, dificuldades em pautas de teatros públicos e teatros privados, democratização de leis e programas, teatros abandonados em alguns estabelecimentos comerciais, teatros mal-acabados e outros por reformar, dificuldade no acesso ao dinheiro público através das leis de incentivo, falta de plano de marketing e de divulgação em projetos enviados às empresas privadas, falta de conhecimento por parte de alguns profissionais em preencher editais, dificuldade de ter pautas em teatros, pouca freqüência de públicos em grande maioria dos espetáculos, falta de conhecimento de leis de incentivo por boa parte das empresas, a falta de mais revistas e guias teatrais para divulgação de peças teatrais, disputa e dificuldade de conseguir pauta em guias, jornais, revistas e teatros, precariedade de divulgação por parte dos espetáculos, a falta de conhecimento no setor teatral para se produzir peças, precariedade em teatros na falta de equipamentos de som e iluminação, entre outras questões que foram levantadas pelo coletivo de profissionais que estiveram presentes na sede do Sated-SP.

A intenção primaria é a de juntar profissionais e catalogarmos informações e publicarmos esses espaços ociosos; divulgar sites e mecanismos de divulgação que se dispõem a divulgarem graciosamente e outros a preços simpáticos, estudo e prática de leis e programas, orientação quanto à editais e programas, levantamento de espaços e teatros fechados e por reformar para que sejam ocupados por grupos, associações, cooperativas, profissionais do setor e sindicato, criar mecanismos de divulgações de espetáculos e divulgar sites jornalísticos que disponibilizam divulgações, uniformizar informações e catalogação acerca do setor e divulgá-las.

O objetivo do Sated-SP é a de orientar e fortalecer sua categoria no que diz respeito a sua sobrevivência profissional. O Sated-SP promove encontros dessa natureza para contribuir com nosso trabalho. Nossos encontros são abertos a todos o profissionais e pessoas interessadas em participar e as reuniões serão às segundas –feiras às 15h na sede do Sated-SP que fica na Av. São João 1086 4º andar, metrô república telefones: 11- 3335-6131/32/33.

Iremar Melo – Diretor Regional, da Capital, Grande São Paulo, Litoral e Fiscalização Profissional

 



Escrito por Iremar Melo às 05h44
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07/09/2008 - 10h48

Teatros de SP apresentam irregularidades na segurança

EDUARDO SIMÕES
LUCAS NEVES
SYLVIA COLOMBO
da Folha de S.Paulo

A Folha selecionou 14 teatros da cidade de São Paulo para verificar suas condições de segurança e tentar responder à pergunta: pode se repetir a tragédia que aconteceu no teatro Cultura Artística, no mês passado, quando um incêndio destruiu sua sala principal?

Foram escolhidos espaços que recebem diferentes tipos de público. Entre os comerciais, Alfa, Frei Caneca, Folha, Renaissance; entre os tradicionais, Ruth Escobar, Sérgio Cardoso, Centro Cultural São Paulo, Municipal, Imprensa e Tuca; e, entre os alternativos, Oficina e Satyros, além de duas salas da rede Sesc.

Lenise Pinheiro/Folha Imagem
Fiação sobre carpete no CCSP (Centro Cultural São Paulo); salas apresentam riscos ao público
Fiação sobre carpete no CCSP (Centro Cultural São Paulo); salas apresentam riscos ao público

A reportagem procurou conferir os principais requisitos que garantem a segurança de um espaço em caso de incêndio: a manutenção das instalações elétricas, os dispositivos de combate ao fogo, as saídas de emergência, entre outros.

A maior parte das visitas, feitas ao longo das três últimas semanas, teve a presença da fotógrafa e iluminadora Lenise Pinheiro, que há mais de 20 anos transita pelos teatros paulistanos, onde também trabalha.

No levantamento, quatro deles apresentaram condições precárias e oito se mostraram relativamente bem. Renaissance e Imprensa não quiseram receber a reportagem.

Situação crítica

Entre os primeiros, o Ruth Escobar foi um dos que apresentou problemas graves: fiação correndo sobre carpete, quase todos os refletores sem os cabos de aço --que são a segunda garantia de que eles não se soltem--, tomadas sem espelho de proteção. Nas coxias, havia muitas lâmpadas sem cúpula, a poucos centímetros de pedaços de cenários --o que facilitaria a propagação do fogo.

Havia ainda gambiarras --instalações elétricas improvisadas-- com fita isolante em uma das três cabines técnicas. Não havia extintores ou hidrantes dentro da sala menor (Miriam Muniz) e, na maior (Dina Sfat), uma porta de emergência estava quebrada, sem a barra antipânico esquerda.

Ali, a reportagem também viu cadeiras cujos encostos, tortos, atrapalhavam a circulação pela fileira de trás -o que poderia causar quedas se preciso deixar o local com rapidez.

Lenise Pinheiro/Folha Imagem
Racks de iluminação em local de risco, próximo à platéia, na sala Satyros 2
Racks de iluminação em local de risco, próximo à platéia, na sala Satyros 2

"O pior problema dos teatros de São Paulo é o extremo desleixo e a irresponsabilidade com instalações elétricas. Não há razão para fios ficarem expostos: têm de estar em calhas ou condutores protegidos", diz o arquiteto Cesar Bergstrom, diretor de urbanismo do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

Na cabine de som e luz da sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo, a instalação elétrica estava em contato com o carpete, que tinha rasgões. Na sala Paulo Emílio Salles Gomes, as tomadas dos refletores estavam precárias, assim como nos camarins. E também foram encontradas gambiarras. Tampouco havia sprinklers (sistema que solta água assim que sinais de fogo são detectados).

No teatro Oficina, os principais problemas observados foram, além das gambiarras, refletores sem cabo de aço, a falta de equipe fixa de manutenção e ausência de saídas de emergência. A porta de entrada do espaço, que tem formato de uma grande passarela, é a única rota de fuga em caso de acidente.

"Não é possível considerar seguro um lugar que só tem uma saída, mesmo que ela seja ampla. A primeira coisa que uma pessoa pensa quando vê fogo é em fugir, e não em pegar um extintor. Por isso, a partir do projeto inicial, os teatros têm de ser pensados com alternativas de saída bem claras e sinalizadas", diz Bergstrom.

Nos dois espaços dos Satyros, esse problema se repete. A sala 1 tem uma saída que dá para dentro do prédio da praça Roosevelt no qual está localizado, e a sala 2 não possui nenhuma.

Apesar de não poderem ser classificados formalmente como "teatros" por terem capacidade inferior a cem pessoas (são definidos por lei como "salas de reunião"), ainda assim os espaços dos Satyros não adotam procedimentos de segurança importantes.

As cortinas não recebem tratamento antichamas, não há sprinklers e os refletores de luz não têm cabo de segurança.

De forma geral, os administradores dessas quatro salas dizem que estão trabalhando para resolver os problemas.

Melhores condições

Nos outros teatros, a reportagem encontrou condições melhores. A maior parte deles tem dispositivos de combate a incêndio, como cortinas, carpete, revestimento das cadeiras com tratamento antichamas, estruturas de concreto e não de madeira como base da platéia e regras para o palco, como proibição de fumar nas cenas.

Apesar de considerar essas medidas importantes, Bergstrom relativiza a eficiência da aplicação de produtos antiinflamáveis. Para ele, tratam-se de lenitivos, pois funcionam por tempo curto. "Um produto antichamas impede algo de queimar por um período curto de tempo. O essencial é haver espaço entre fileiras e corredores para escape imediato."



Escrito por Iremar Melo às 17h51
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Problemas em Teatro

07/09/2008 - 10h49

Estamos resolvendo os problemas, dizem salas de teatro

da Folha de S.Paulo

A reportagem procurou os administradores dos teatros avaliados como precários para pedir explicações sobre os problemas observados nas visitas.

No Oficina, onde não há equipe de manutenção fixa, o ator e diretor Marcelo Drummond disse que a presença permanente de técnicos depende de verba. "Quando vamos montar um espetáculo novo, chamamos os técnicos. Mas não podemos manter uma equipe todo o tempo", diz.

Drummond criticou as leis de incentivo à cultura por não aceitarem que a manutenção dos teatros seja incluída nos pedidos. "Quando fazemos um projeto para pedir verba, se colocarmos [no cálculo dos gastos] verba para a segurança do teatro, esse item não é aceito."

Lenise Pinheiro/Folha Imagem
Fios expostos na cabine técnica do teatro Oficina, em São Paulo; casas afirmam que estão trabalhando para resolver os problemas
Fios expostos na cabine técnica do teatro Oficina, em São Paulo; casas afirmam que estão trabalhando para resolver os problemas

A sede do grupo de José Celso Martinez Corrêa também tem fiação exposta e "gambiarras" (ligações elétricas improvisadas, com fitas isolantes e benjamins), além de sofrer ataque de roedores que vêm do mercado em frente ao teatro. "Fazemos desratização com freqüência e procuramos checar a situação dos fios toda vez que trocamos de peça."

Drummond afirma que o modo "possível" de o Oficina funcionar é este. E se defende dizendo que até hoje não houve problemas graves.

O diretor do Espaço dos Satyros, Rodolfo García Vázquez, afirma que "uma série de medidas" está em curso, "dentro dos limites" do teatro. "Refizemos a iluminação de emergência, encalhamos a fiação, mudamos as caixas expostas de lugar, fizemos treinamento de incêndio e trocamos a sinalização", diz.

Durante a visita da reportagem, um funcionário instalava sinalização de emergência. E o camarim do Satyros 1, sempre cheio de figurinos e elementos do cenário, havia sido limpo antes da chegada da Folha.

O administrador do teatro Ruth Escobar, Ascânio Furtado, argumenta que os problemas detectados estão sendo resolvidos. Segundo ele, a barra antipânico quebrada foi arrumada; parte das tomadas sem espelho, consertada; e as lâmpadas sem cúpula, cobertas.

Sobre a fiação exposta, ele minimiza o problema, afirmando que os cabos estão encapados com isolamento antiincêndio. "Toda a parte elétrica do teatro está sempre em manutenção. Estávamos colocando novos cabos de aço [nos refletores] quando a Folha veio."

Já o Centro Cultural São Paulo respondeu por e-mail às observações feitas sobre a precariedade de sua fiação.

Na mensagem, a arquiteta Ana Pimenta diz que as instalações elétricas do teatro serão trocadas ainda neste ano.

Para 2009, segundo Pimenta, está programada uma reforma geral das salas de espetáculos, durante a qual todo o urdimento de madeira deverá ser substituído.



Escrito por Iremar Melo às 17h48
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SITES DO CONHECIMENTO (12/12/2007)

Conheça alguns sites úteis de bibliotecas on-line, dicionários e conteúdo de domínio público para download.


BIBLIOTECAS

www.bav.vatican.va - Uma das mais importantes bibliotecas do mundo ofere acesso as sua ricas coleções e documentos

www.bibalex.org/website - Acesse o conteúdo de uma das maiores fontes de informação sobre ciência e tecnologia de ponta.

http://acessolivre.capes.gov.br/ - Portal Brasileiro da Informação Científica disponibiliza acesso a periódicos com textos completos, bases de dados referenciais com resumos, patentes, teses e dissertações, estatísticas e outras publicações de acesso gratuito na Internet.


DOMÍNIO PÚBLICO

http://www.dominiopublico.gov.br - Imagens, livros, videos, músicas e textos de domínio público para download

http://cultvox.uol.com.br - Loja de e-books que mantem uma seleção especial de livros de domínio público para download.


DICIONÁRIOS

www.yourdictionary.com - Dicionário multilíngue considerado o melhor site de dicionários online do mundo.

http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx - Dicionário de significados e sinônimos da lingua portuguesa.



Escrito por Iremar Melo às 04h35
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SATED/SP - SINDICATO DOS ARTISTAS E TÉCNICOS EM ESPETÁCULOS DE DIVERSÕES NO ESTADO DE SÃO PAULO. 

 

PROJETO OCUPAÇÃO TEATRAL 

Espaço de debate e troca de informação aberto a classe

 

MINUTA de INFORMAÇÃO E CONVOCAÇÃO

 

Quem somos:

Um grupo de profissionais atores, diretores teatrais, captadores, produtores, assessores, consultores, formatadores de projetos,  divulgadores de peças teatrais, gestores culturais, etc.

 

 O quê é:

Um movimento idealizado pelo Sated-SP com profissionais do mercado com a finalidade de organizar e realizar ocupações em espaços teatrais ociosos, abandonados. O projeto de Ocupação de Espaço Teatral tem o apoio e respaldo do sindicato e este é coordenado por um dirigente do SATED-SP e gerenciado por um grupo de profissionais do mercado.

No Sindicato dos Artistas e Técnicos, dentro deste movimento discutimos várias questões sobre ocupação. 

  

PROJETO APLAUSO

 

Com seguintes eixos de discussão:

 

  1. Ocupação
  2. Administração
  3. Integração
  4. Circulação
  5. Comercialização
  6. Divulgação
  7. Capacitação
  8. Sociabilização
  9. Auto-sustentabilidade
  10. Sinalização
  11. Revitalização
  12. Readequação
  13. Interlocução
  14. Articulação
  15. Parcerização/Locação

  

  • Apresentação de plano de mapeamento de espaços culturais abandonados, teatros de escolas, clubes, associações, sindicatos etc...

 

  • Mapeamento de grupos teatrais, entidades culturais, profissionais na área de artes cênicas.

 

  • Catalogação de espaços culturais e de projetos teatrais em circulação/produção

 

  • Elaborar um plano de organização e distribuição de peças teatrais.

 

  • Criar um núcleo para informações diversas.

 

  • Discutir a dificuldade na divulgação de espetáculos teatrais.

 

Nossas reuniões são abertas ao público interessado, toda 2° feira sàs 15h.

 

AV. SÃO JOÃO , 1086 – 4º Andar – 401– CEP: 01036-100 – SÃO PAULO. Fone 3335-6131-FAX: 11 - 3361 4724

www.satedsp. org.br

 

Coodenação: Iremar Melo /SATED-SP 




Escrito por Iremar Melo às 16h50
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Entre Quatro Paredes - Texto para pesquisa

 
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  Entre Quatro Paredes
24/ 1/ 1950 - São Paulo/SP
Teatro Brasileiro de Comédia
     
 

Histórico

Espetáculo polêmico do Teatro Brasileiro de Comédia, no início dos anos 1950, põe em cena o texto de Jean-Paul Sartre.

A encenação de Adolfo Celi para o Teatro Brasileiro de Comédia - TBC, é realizada seis anos após sua estréia parisiense. O existencialismo - muito visível nesse texto do autor - ainda era pouco conhecido no Brasil, o que provoca algumas reações negativas à montagem.

Na peça, Garcin, Inês e Estela estão trancados em uma sala em estilo Segundo Império e entregues às suas angústias, são ocasionalmente visitados por um criado. As personagens amargarão por toda a eternidade sua mesquinha e covarde situação, donde resulta irremediável sofrimento. O inferno, nesta acepção sartriana, é o enclausuramento da situação, sem esperanças, o huis clos referido no título original.

No elenco estão Sergio Cardoso, Cacilda Becker (como Inês) e Nydia Licia (como Estela), secundados por Carlos Vergueiro no papel do criado. A montagem busca alguns efeitos não-realistas, através do jogo de iluminação e de considerações do criado, advertindo os espectadores de que naquele inferno não existem máquinas de tortura ou labaredas incessantes, mas que, igualmente, o sofrimento não terá fim.

Sergio e Cacilda merecem destaque por parte da crítica, assim como a cenografia, assinada por Bassano Vaccarini e Carlos Giacchieri.

A Censura interdita o espetáculo às vésperas da estréia, motivada pelas reclamações do Partido Comunista e da Igreja Católica, que expede uma nota impedindo os cristãos de a assistirem. A situação só se resolve após alguns debates com intelectuais, e a obtenção, pelos atores, de uma autorização expressa de seus confessores pessoais, para interpretarem os insólitos papéis.

Na visão do crítico Décio de Almeida Prado "é evidente que tal interpretação, marcada pela personalidade fortíssima de Adolfo Celi, possui vantagens e desvantagens. Cria uma visão do inferno menos original que a de Sartre, com gemidos e imprecações, e não assinala com tanta nitidez o crescendo da ação dramática: o inferno e a psicologia das personagens nos são dados inicialmente, não sendo atingidos por revelações e aprofundamentos sucessivos. De outro lado, confere ao espetáculo a máxima intensidade física, fazendo o público sentir na própria carne o que lhe seria talvez difícil alcançar pela inteligência. Em seus melhores momentos, a representação de Entre Quatro Paredes (Huis Clos) atinge uma impiedade, um furor que não estão longe de lembrar (...) um outro inferno, o de Baudelaire".1

Notas

1. PRADO, Décio de Almeida. 'Entre Quatro Paredes'. In: ______. Teatro brasileiro moderno. São Paulo: Perspectiva, 1996. p. 246.



Escrito por Iremar Melo às 04h07
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